O que é asma?
A asma é uma condição respiratória crônica caracterizada pela inflamação das vias aéreas. Essa inflamação deixa os brônquios mais sensíveis e pode causar episódios de estreitamento das vias respiratórias, dificultando a passagem do ar.
Os sintomas podem variar ao longo do tempo. Algumas pessoas passam longos períodos sem sintomas, enquanto outras apresentam manifestações frequentes ou exacerbações graves.
A asma não tem cura atualmente, mas pode ser controlada. Com diagnóstico correto, tratamento adequado e acompanhamento regular, a maioria das pessoas pode estudar, trabalhar, praticar atividade física e ter boa qualidade de vida.
Principais sintomas
Os mais frequentes são falta de ar, chiado no peito, sensação de aperto no peito e tosse, especialmente à noite ou nas primeiras horas da manhã.
Os sintomas podem piorar durante infecções respiratórias ou após exposição a fatores como fumaça, cigarro, vape, poeira, ácaros, mofo, poluição, mudanças climáticas, cheiros fortes e alguns alérgenos.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico começa pela história clínica e avaliação médica.
Sempre que possível, é realizado exame de função pulmonar, principalmente a espirometria, que ajuda a identificar alterações no fluxo de ar e avaliar a resposta ao broncodilatador. Em algumas situações podem ser necessários exames complementares para investigar alergias, inflamação do tipo 2, eosinófilos, IgE ou outros fatores associados.
Em crianças pequenas, especialmente aquelas que ainda não conseguem realizar adequadamente a espirometria, o diagnóstico pode ser predominantemente clínico.
Asma leve, moderada e grave são a mesma coisa?
Não.
A gravidade da asma está relacionada à intensidade de tratamento necessária para manter a condição controlada. Existe ainda a asma grave, na qual o paciente permanece sem controle adequado apesar de tratamento otimizado, boa adesão, técnica inalatória correta e investigação de fatores que possam estar agravando o quadro.
É importante não confundir asma grave com uma crise grave isolada.
Como é o tratamento?
O tratamento é individualizado e pode envolver medicamentos inalatórios controladores, principalmente aqueles contendo corticosteroide inalatório, associados ou não a broncodilatadores.
Alguns pacientes com formas graves podem necessitar de outras terapias, incluindo medicamentos imunobiológicos, conforme o fenótipo da asma e critérios clínicos específicos.
Além da medicação, fazem parte do cuidado a educação do paciente, técnica correta de uso dos dispositivos inalatórios, plano de ação para crises, redução da exposição ao tabaco e outros irritantes, atividade física orientada, vacinação e tratamento de condições associadas, como rinite, obesidade e polipose nasal.
O que é uma exacerbação ou crise de asma?
É uma piora dos sintomas respiratórios em relação ao habitual.
Uma exacerbação pode exigir aumento do tratamento, atendimento de emergência, corticosteroide sistêmico ou até internação.
Pessoas com asma devem conversar com seu profissional de saúde sobre um plano de ação escrito, explicando como reconhecer piora e o que fazer em cada situação.
Quando procurar atendimento imediatamente?
Falta de ar intensa, dificuldade para falar frases completas, piora rápida, coloração arroxeada dos lábios, sonolência, confusão, esforço importante para respirar ou ausência de melhora após a medicação de resgate são sinais de alerta e precisam de avaliação urgente.
Asma no SUS
O SUS possui um Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas — PCDT da Asma, atualizado em 2026, que orienta diagnóstico, tratamento e acompanhamento em âmbito nacional.
O primeiro ponto de acesso pode ser a Unidade Básica de Saúde. Dependendo da gravidade, o paciente pode ser encaminhado para pneumologista, alergista ou serviço especializado.
Existem medicamentos para asma oferecidos pelo SUS e também pelo Programa Farmácia Popular. Tratamentos de maior complexidade podem seguir fluxos específicos das Secretarias de Saúde e os critérios estabelecidos no PCDT.
Asma e plano de saúde
Os planos regulamentados devem oferecer consultas, exames e tratamentos previstos no Rol da ANS, conforme a segmentação contratada.
Para asma grave, a ANS possui critérios específicos de cobertura obrigatória para determinados imunobiológicos, incluindo tratamentos destinados a fenótipos de asma alérgica grave e eosinofílica grave. A elegibilidade depende dos critérios previstos nas Diretrizes de Utilização da ANS.
Direitos e acesso ao cuidado
Ter asma não significa automaticamente ser considerado pessoa com deficiência ou ter direito automático a benefícios previdenciários.
Entretanto, todo paciente tem direito a atendimento adequado, informação sobre seu tratamento, acesso aos serviços de saúde conforme as normas vigentes e atendimento de urgência quando necessário.
Quando a condição provoca limitações funcionais importantes, afastamento do trabalho ou incapacidade, direitos trabalhistas, previdenciários ou relacionados à deficiência devem ser analisados individualmente.